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16 de mai de 2009

Novo Terreiro do Paço

in IOL Diário:

Os carros vão «desaparecer» do Terreiro do Paço. O novo projecto de requalificação vai reduzir a circulação automóvel que actualmente é de 40 por cento, mas vai passar a ser de 11 por cento, segundo o projecto apresentado esta sexta-feira pelo arquitecto responsável.

«Quarenta por cento da área da praça é destinada à circulação automóvel. O objectivo é reduzir drasticamente esta opção», assumiu, à agência Lusa, o arquitecto Bruno Soares, referindo que o tráfego não deverá tomar mais do que 11 por cento do espaço.

Esta concepção de mobilidade no Terreiro do Paço vai ao encontro do plano elaborado pela autarquia lisboeta e que foi recentemente submetido a discussão pública.

A placa central do Terreiro do Paço será alargada, as vias laterais serão interditas ao trânsito, os passeios junto às arcadas alargados e o pavimento assumirá um tom amarelado.

O trânsito frente ao rio far-se-á apenas com uma faixa de rodagem e na rua paralela ao arco da Rua Augusta será reservado a transportes públicos, mantendo-se as paragens de eléctrico existentes.










Apesar dos prós e contras sobre a estética da nova Praça do Comércio, espero que este projecto vá em frente só pelo facto de quase se acabar com os automóveis particulares dum dos principais e mais nobres centros do País. Sei que vai haver muita resistência a este projecto por parte do lobby automobilístico, lobby esse que ainda sente saudades dos velhos tempos em que esta praça se resumia a um enorme parque de estacionamento de latas...
Mas os automobilistas não ficarão proibidos de a esta praça regressar, basta pegarem numa bicicleta e pedalarem até lá. Até lhes vai fazer bem só por respirarem um ar menos poluído que concerteza lá se irá fazer sentir... :)

18 de dez de 2008

ACP protesta contra possível encerramento ao trânsito do Terreiro do Paço

Ontem saltou para os jornais a notícia que o ACP se manifestou contra o plano de encerramento do trânsito na Praça do Comércio, pela Câmara de Lisboa. Alega o ACP que o plano vai afectar gravemente a mobilidade de Lisboa já que por ali passam diariamente 78 000 viaturas e que elas teriam de ser desviadas para ruas adjacentes e estreitas da Baixa Pombalina. Até porque basta ver o que se passa aos Domingos quando enormes filas de carros crescem devido à palhaçada de fechar o Terreiro do Paço ao trânsito, para meia dúzia peões e ciclistas andar a passear.



Acho que o ACP tem toda a razão! Fechar a via que vai da Avenida Infante D. Henrique para o Cais do Sodré é um autentico crime! Mas isso cabe na cabeça de alguém? Então como é que o pessoal pode assim passear nos seus carros por essa zona? Como é que é possível as pessoas se deslocarem para os seus empregos ou apenas passarem por lá estando aquilo fechado ao trânsito? Se calhar tem de ir pela Carris ou pelo Metro, não? E o próprio Terreiro do Paço deveria ser aberto e usado ao que realmente é importante, os maravilhosos carros! Qual a utilidade de estar vazio? Para os peões e "cámones" andarem a tirar fotos? Estupidez crua e pura. O Terreiro do Paço tem de voltar a ser um belo estacionamento de automóveis como era há uns anos atrás e a foto abaixo mostra:

(Foto gamada do Menos Um Carro)

Sem dúvida que tentar afastar e impedir os carros desta zona nobre de Lisboa é algo de completamente despropositado. Será que a ideia da Câmara é matar a Baixa? Querer fazer do Terreiro do Paço uma zona completamente morta como são as Ramblas em Barcelona onde o trânsito automóvel foi quase totalmente cortado?


Ou como no centro de Amesterdão onde quase só há esses empatas dos peões e perigosos ciclistas, e onde impedem as pessoas de passear e gozar a cidade de dentro do seu carro? Será que é isso que Lisboa quer? Já não basta ver a Rua Augusta morrer desde que foi fechada ao trânsito, agora também o local nobre de Lisboa?
Qual o prazer que uma pessoa tem em entrar numa praça nobre e encontrá-la fechada ao transito? Não haver estacionamentos para os úteis carros e só se encontrar mesas e cadeiras para relaxar com uma bebida, isso é que conta?


Aliás, acho que o ACP fica muito aquém na indignação que apresenta à Câmara. Devia exigir que a Rua Augusta fosse devolvida aos carros para que renascesse. Deveria exigir que as vias rápidas da Rua da Prata e Rua do Ouro tivessem limites de velocidade a condizer, pelo menos 100Km/h. Já que são quase auto-estradas dentro da cidade, que tenham velocidades condignas. Diminuir os passeios no Rossio e praça da Figueira para que se possa estacionar. Pois como está todo esse espaço entregue ao palhaço do peão, é um esbanjar dum bem precioso e bem mais útil para os automóveis. Voltar a meter os automóveis em Alfama, Mouraria e Bairro Alto! É uma falta de liberdade não se poder andar em muitas dessas ruas agora fechadas ao trânsito. E então os moradores não tem direito a ter lá o seu carro à porta??? É um atentado aos direitos dos moradores que tem de ser denunciado. Já agora a Câmara em vez de andar a estoirar rios de dinheiro em ciclovias, devia canalizar esses euros para construir mais parque de estacionamento subterrâneos no Terreiro do Paço, debaixo do Bairro Alto, debaixo do Castelo, debaixo de cada rua, no mínimo! E acabar de vez com o Dia Sem Carros, outra ideia parva sem pés nem cabeça. E se não for pedir muito, colocar a Polícia Municipal a multar e proibir quem andasse de bicicleta pela cidade pois esses gajos são uns criminosos pois promovem imensos acidentes aos automobilistas e tentam incentivar uma maléfica cultura anti-carro.

Penso que o ACP ainda devia exigir mais umas coisitas mas como tenho já o estômago meio às voltas com esta história, acho que fico por aqui....

20 de jul de 2008

Damaia - Terreiro do Paço

Já diz o pobão, que manhã de nevoeiro, não dá praia mas dá para pedalar, e não é que tem razão? Como estava fresquinho arranquei para o Fonte Nova para me inteirar das notícias do dia e segui depois sem rumo pela Estrada de Benfica, Sete Rios, José Malhoa, Marquês de Pombal e acabei por chegar ao Terreiro do Paço. Não é que andassem por lá resmas de ciclistas, mas acaba por ser um ponto de passagem para muitos deles e os turistas que por lá passeiam agradecem. É sempre bom ver que nestas horas deixa de haver várias vias rápidas na baixa de Lisboa e ela se parece mais com outras cidades europeias que há muito acabaram com esse cancro que é o transito automóvel nas suas zonas históricas. Eis algumas fotos do Marquês, Restauradores e Terreiro do Paço:

Marquês de Pombal

Restauradores

Praça do Comércio

Após apreciar esta beleza bastante mal aproveitada que é o Terreiro do Paço, subi pela Rua Augusta, Avenida da Liberdade e pelo jardim do Marquês de Pombal até ao cimo junto à famosa estátua do Cutileiro, sempre em passo de passeio, apreciando a paisagem como só é possível duma bicicleta e reparei que cada vez tenho menos dificuldades nas subidas. Reparo mesmo que as vou ultrapassando em mudanças mais altas e como menor esforço :)

Uma imagem do calçadão visto do Alto do Parque e uma imagem da cadeia na Marquês da Fronteira:

Alto do Parque 2

Cadeia na Marquês da Fronteira

Continuei pela Miguel Torga abaixo até à rotunda de Campolide onde tirei esta foto com as Amoreiras ao fundo, apanhando o viaduto do Eixo Norte-Sul e as linhas de comboio de Campolide:

Amoreiras à vista

Regressei então pela ciclovia da radial de Benfica, umas das poucas de Lisboa.

Ciclovia do Monsanto

E assim foram mais 21 Km em cima da minha bike, cujo percurso deixo aqui para a posteridade...

Terreiro do Paço

Boas pedaladas...

6 de abr de 2008

Passeio dominical junto ao Tejo

Manhã espectacular com boa temperatura e muito sol, fui até Algés onde dei início a mais uma voltinha mas desta vez acompanhado pelo filho da minha mãe, o CrimsonTuxer. O rapaz andava invejoso das minhas voltinhas, lá se decidiu a arranjar uma mula e começar a descobrir os prazeres a duas rodas e pedais. Foi pensando na falta de calo do selim dele que optámos por um percurso aplanado e cheio de boas vistas. Saímos de Algés e apontámos para o Terreiro do Paço, e tirámos as primeiras fotos junto à Torre de Belém onde encontrámos bastantes ciclistas e outros amantes de desportos ao ar livre, até mesmo o Yoga.

Olhando a paisagem

Ciclistas

Yoga

Como a distância de Algés a Belém é imensa, parámos junto à Fábrica dos pastéis de Belém para nos abastecermos de algumas calorias, e não fomos os únicos! Para além dos grupos de japoneses, espanhóis e outros turistas, eram muitos os ciclistas que faziam o mesmo :)

Fabrica dos Pastéis de Belem

Daí seguimos para Alcantara e depois pela Avenida 24 de Julho onde se constatou da imensa largura da Avenida, mas da qual cerca de 95% estão reservados para os automóveis, e um fino passeio junto aos edificios onde nem sempre cabe uma cadeira de rodas, é que está reservado para os peões. Em alguns pontos do passeio é impossível cruzarem-se duas pessoas, simplesmente incrível! Fica aqui uma foto dum edifício em obras com uma publicidade algo original nessa avenida:

Publicidade na 24 de Julho

Chegámos depois ao Terreiro do Paço e ainda demos um saltinho ao Rossio só para sentir o clima local a essa hora. De volta à Praça do Comércio optámos pelo caminho junto ao Tejo onde ainda tentámos sem sucesso a visita ao navio inglês Liverpool:

Atravessando a ponte



E lá fomos junto ao rio para sentirmos aquele cheirinho marítimo puríssimo tão bem conhecido dos frequentadores do Tejo, atravessámos as docas de Alcantara com o olho nos preços da ementas e regressámos a Algés com alguem a queixar-se que iria durante uns tempos ter algumas dificuldades em sentar-se...

Docas de Alcantara

Um dado interessante que quero partilhar com os leitores, foi a enorme quantidade de ciclistas que encontrei por todo o percurso, até se estorvavam! Espero que isso signifique que a bicicleta veio para ficar!
E para surpresa do CrimsonTuxer, foram quase 22 Km bastante saborosos... À pergunta que lhe fiz do que tinha achado de todo o percurso, das sensações e tudo o mais, do passeio, ele respondeu: "-É pá, porreiro, pá!"

E aqui fica para a nossa singela história o percurso feito:

Circuito de Belem

21 de mar de 2008

Jardim do Torel

Bela Sexta-feira de Páscoa que este Sol de Primavera aqueceu, pensei eu e montes de ciclistas que encontrei pela voltinha que fiz por Lisboa. Comecei no Fonte Nova e segui para Sete Rios, Praça de Espanha, Saldanha, Picoas, Campo dos Mártires da Pátria, sempre numa de passeio e apreciando a paisagem. Nesse jardim sito no Campo dos Mártires da Pátria, encontrei uns belos exemplares de frangos da Guia, daqueles assadinhos e bem deliciosos, só que ainda vivos. Mas tem a sua piada encontrar galinhas, patos, gansos à solta dentro da cidade.

Galinhas

Daí apontei para o miradouro do Jardim do Torel, miradouro pouco conhecido tanto pelos alfacinhas como pelos turistas, e que a localização meio escondida também contribui. Eis algumas imagens do Torel e da sua vista:

Torel 4

Torel 3

Torel 2

Torel 1

Daí apontei para Sul em direção à baixa, e após umas descidas bem inclinadas dei de caras com o Teatro Dona Maria, sempre rodeado por pessoal de várias comunidades africanas e países de África.

Teeatro Dona Maria

Lá insisti indo para Sul rodeado por outros ciclistas que aproveitavam este belo dia, atravessei moles de espanhóis na Rua Augusta que como de costume invadem Portugal na Páscoa, e só parei junto ao Tejo.

E toca de regressar, porque já era 13 horas e a fominha estava a aparecer. E sempre foram 16 Km de calorias que foram à vida.


10 de fev de 2008

Pelo Chiado.

Eis um belo Domingo e lá fui eu dar uma voltinha por Lisboa. Fui apanhar uma das únicas ciclovias de Lisboa, a que segue paralela à radial de Benfica e deparei-me com esta situação abaixo, que já anteriormente fiz menção:

Ciclovia acidentada

Esta merda continua assim há pelo menos 5 meses! Se este separador de cimento estivesse sobre uma estrada, em quantas horas tinha logo o problema sido removido?? Que me lembre, esta Câmara apenas fez uma coisa para os ciclistas, fechou o Terreiro do Paço umas horas ao Domingo. E fez isso porque não custava um cêntimo aos cofres, e agora temos uma Praça do Comércio vazia, com tantas bicicletas que com os dedos das minhas mãos conseguia contá-las. E porque não fecha toda a baixa, avenida da Liberdade e mais umas avenidas como a de Roma aos Domingos, e cria um percurso contínuo entre a antiga Expo até a Algés? Parte até já existe, seria apenas necessário completá-lo! E quanto ao fechar avenidas, não custa dinheiro e serve como propaganda para a Câmara para insinuar que faz alguma coisa "verde". Dá sempre votos, não é, caro Costa?

Sei que muitos dão a voz e apoiam a não existência de ciclovias nas cidades, até porque as estradas não são só para os veículos motorizados. Mas muita gente que conheço, incluindo a minha cara metade ou a minha filha, recusam-se a andar na estrada ao lado dos carros pois tem medo! E muito!! Quem diz elas, diz muita gente que tem bicicletas por casa e para pedalarem, tem de o fazer na estrada com os carros, autocarros e camiões! Claro que não o fazem pois tem medo. E se não andam, não apanham prática, nunca se tornando em ciclistas que dominam as bicicletas como aqueles que agora defendem a não existência das ciclovias! Por isto defendo a existência de ciclovias em eixos importantes como Cascais ao Terreiro do Paço, e daqui até à antiga Expo. Uma outra desde o centro da Amadora, passando pela Elias Garcia, Estrada de Benfica e que viesse Sete Rios, quiçá até à baixa. Ou outras mais. Essas ciclovias convidariam muita gente a usá-las e iriam mostrar-lhes que seriam alternativas viáveis às deslocações solitárias nos seus automóveis. É a minha opinião, mas parece que não se pode contar com a Câmara de Lisboa que não tem dinheiro nem para se sustentar. E quando o tiver será para gastar em infra-estruturas para os veículos motorizados, como sempre.

Agora que deixei o meu desabafo embrulhado em opinião pessoal, lá segui em direcção ao Marquês e depois Largo do Rato, apanhando a Rua da Escola Politécnica até ao Príncipe Real.

Museu Nacional de História Natural

Largo Príncipe Real

Apontei para o Chiado parando para apreciar a bela vista do miradouro de São Pedro de Alcântara, agora renovado:

Miradouro Sº. Pedro Alcantara

Miradouro Sº. Pedro Alcantara II

Desci até ao nosso amigo Camões onde encontrei muitos "camónes" apreciando Lisboa:

Luis Vaz Camões

Chiado

Saltinho até ao Terreiro do Paço onde encontrei talvez umas centenas, de ciclistas, ou mais correctamente 4 ciclistas! E um dos 4 era eu...



Deixo mais uma foto que tirei já no regresso, sobre o viaduto da José Malhoa e o mapa da viagem.

Av. Calouste Gulbenkian



E boas pedaladas, pessoal!

15 de dez de 2007

Anfiteatro Keil do Amaral, Alcantara e Baixa, para aproveitar este Sol de Dezembro

Como as manhãs tem estado impróprias para pedalar, tal o frio que tem estado, optei por arrancar sem destino pela tardinha. Apontei para o Monsanto e daí para o Anfiteatro Keil do Amaral. Pedalei nas calmas pois estava uma excelente tarde para apreciar a paisagem. E nas calmas cheguei ao Anfiteatro onde tirei duas fotos, sendo a primeira da paisagem com a Ponte 25 de Abril ao fundo e a segunda onde se pode ver o aspecto do anfiteatro.

Monsanto 1

Monsanto 2

Aproveitei para banho à minha burra que andava necessitada. Pelos vistos a Câmara de Lisboa espalhou uma data de lavadores como este pelo Monsanto.

Lava-bicicletas

E apanhando o Sol da tarde encontrei um jovem ciclista com a sua amiga. Que sirva de exemplo para todos nós!

Jovem Ciclista

E foi por aqui que tive de decidir para onde deveria fazer o resto do percurso. Apontei para o Alvito e desci para a Ajuda, e ao passar pelo Estádio do Atlético tirei esta foto da Ponte:

Ponte 25 Abril na Ajuda

Até aqui cheguei, até porque foi quase sempre a descer. Meti-me pelo Calvário, Alcantara, percorri a Rua das Janelas Verdes, passei pelo Largo Santos e regressei uma vez mais à Praça do Comércio. Ainda nas Janelas Verdes, parei no jardim em frente ao Museu de Arte Antiga e captei estas duas imagens do porto de Lisboa e do Tejo:

Rio Tejo, Almada ao fundo

Porto Lisboa

Sinto imenso prazer de passear pela baixa, talvez porque quando passo de carro por aqui me sinta preso pois não posso parar, não posso estacionar, não posso apreciar. Subo de novo a Rua Augusta lotada de gente que procura incessantemente uma loja onde possa deixar o seu dinheiro. É o consumismo Natalício no seu melhor.

Rua Augusta

Nem toda a gente procura lojas para esbanjar a carteira, há quem procure ganhar algumas moedas. Eis um caso dum artista que desmente o Ronaldo num célebre anúncio, agora na versão: Parado rendo!

Parado rende!

Para quem não conheça (não faltam por aqui muitos visitantes brasileiros), eis o elevador do Chiado:

Elevador do Chiado

Subi até aos restauradores e passei pela entrada do parque de estacionamento dessa praça e, imaginem, estava cheio!

Estacionamento lotado

Buzinadelas, cruzamentos fechados, impaciência, desespero, raiva, são algumas das consequências que me apercebi no local. E por acaso estava em cima da solução mas estes concidadãos preferem sofrer...
E lá tive de regressar porque a tarde ia-se adiantando e os dias são pequenos. Deixo abaixo o percurso que ficou em 25 Km.