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2 de mar de 2008

Conhecendo a Serra de Carnaxide

Este fim de semana estive numa de trocar o carro pela burra nas minhas deslocações. Precisei de ir ver um familiar ao Hospital da Luz no Sábado, em vez de ir queimar gasolina, chatear-me com as filas junto ao Colombo, pagar pelo estacionamento no Hospital, optei pela burra. Tive de a deixar amarrada às grades do portão em frente à entrada principal porque do lado de dentro é proibido! Ou pelo menos faz impressão ao segurança que não está habituado a verem chegar utentes ou visitas de bicicleta.

Já no Domingo, foi dia de troca de filmes sacados da net, lá fui até Massamá indo pela Reboleira, Amadora, Queluz, Queluz de Baixo e Massamá. É um percurso citadino que se faz bem especialmente com bom tempo como o que esteve este fim de semana. Já no regresso aquando da passagem por Queluz de Baixo, comecei por avaliar a olho a subida à Serra de Carnaxide. É que não estava com muita vontade de dar a volta por Carnaxide, queria atalhar pela Serra, mas
aquilo é uma subida quase a 90º, sem exagerar um bocadinho que seja! Fui mesmo por aí e confirmei o que suspeitava: a bicicleta não tem pedalada para grandes subidas, tive de a empurrar à mão! Tenho de activar a garantia, é o que tem de ser!
Mas é uma bela vista lá de cima, espectacular mesmo! Sintra, Queluz, Amadora, Margem Sul, foz do Tejo e o Mar! E esta vista está apenas reservada a quem vá a pé ou de bike, porque a estrada está fechada para o transito.

Queluz

Amadora

As fotos não são grande coisa, mas não foram tiradas com máquina digital, apenas do telelé. E de lá de cima, é quase sempre a descer! Foi difícil subir a serra, mas valeu a pena!

Fica aqui o mapa do percurso com quase 20 Km.


17 de nov de 2007

Visita à Amadora e um apelo ao Estado

Dia fresquinho, sem grandes apetites para grandes pedaladas fiquei-me por uma pequena volta. Apeteceu-me ir ao centro da Amadora, indo pela Reboleira e seguindo junto à linha de Sintra por detrás do complexo desportivo da AAA. Num instante estava no centro da Amadora e digo-vos que nunca me foi tão fácil chegar e andar lá! De carro é lento o percurso com muitos sinais luminosos, muito difícil estacionar e ainda pior é circular dentro da Amadora. De bike é uma maravilha sem igual para estar na Amadora!

Estação Amadora

Dei mais umas voltinhas no centro para ver como estava o ambiente pré-natalício e resolvi apontar para Benfica indo pela Elias Garcia. Antes ainda passei no parque da cidade e encontrei outro amante do pedal apreciando o lago e os cisnes:

Jardim na Amadora

Continuei e passei pela vala de esgoto que vinha do Casal São Braz, hoje o Parque Aventura, com tudo arranjadinho e bem agradável de passear.

Parque Aventura

Tão agradável que entrei mesmo por lá. Pouco depois, dois trabalhadores do local chamam-me a atenção de que eu não podia pedalar por ali, pois era proibido. Proibido?? É esta a merda da mentalidade portuguesa que continua a olhar para as bicicletas como algo de horrendo e peçonhento! Exactamente o mesmo que acontece junto à praia no Estoril! Proibido pedalar de bicicleta! Se quisermos pedalar temos de ir para a perigosíssima marginal!
Num local como este onde não se vê quase ninguém, porque raio é proibido pedalar? Respondi que não tinha visto nenhuma indicação da proibição na entrada mas eles afirmaram que ela está em todas as entradas. Fui verificar e eis o que vi:

À entrada do parque Aventura

Onde está a tal proibição?? Eu não a tinha visto, não a via e qualquer um que por ali entrasse, garanto que também não a veria! Quem é que ia olhar para a parte detrás deste "placard" informativo?

Quem olha pra trás??

Ainda gostava de saber quem foi o imbecil que criou isto. Aqui fiquei a saber que as bicicletas estão ao nível dos cães que podem cagar no parque e como tal tem de ser proibidas. O mais engraçado é que dentro do parque tem uma pequena escola de aprendizagem de condução, onde se pode andar de bicicleta para aprender a circular. E é proibida a entrada das bicicletas...

Pista aprendizagem de condução

Segui depois para Benfica pela Elias Garcia e vejo o quão útil podia ser uma pista para bicicletas que viesse do centro da Amadora, passa-se nesta enorme Rua e continuasse pela Estrada de Benfica até Sete Rios. Seria de grande utilidade para quem quisesse ir para os seus empregos, tal como existem faixas BUS e a linha do comboio perto. Ainda ontem foi decidido gastar um valor astronómico para acabarem a CRIL, atravessando as Portas de Benfica, será que não sobra uns míseros cêntimos para fazer uma pista, mesmo reles, neste percurso desde a Amadora até Sete Rios? Será possível que estes dois presidentes de Câmara, o Raposo da Amadora e o Costa de Lisboa não sejam capazes de juntar esforços e fazer algo de útil? Ou só há dinheiro para carros e para tudo o que envolve esses veículos poluentes?
Fico por aqui com o mapa do percurso e com este apelo aos que tem o poder de fazer algo de útil à sociedade.

16 de set de 2007

Eu agora sou verde

Resolvi tornar-me verde. Atenção que o "verde" a que me refiro não tem nada a haver com aquele clube de bairro ali prós lados da Aldeia Olímpica em Telheiras! Vade Retro para esse "verde"! O "verde" a que me refiro é aquele que simboliza a ecologia ou algo ecológico. Comprei uma bike, não daquelas pequenas e maleáveis como o meu colega do Planet Geek, o Bruno Santos, tem para oferecer, mas sim, uma bicicleta para homem! Grande, pneus largos, pesada quanto baste, incontáveis mudanças, sem mariquices como reflectores, luzinhas ou apetrechos à Nuno Gomes. E mais, tudo está à mostra, nada de mecanismos, hardwares ou softwares escondidos ou fechados, é tudo open source!

Bike

Se se estragar um pedal, ou o selim ou outra coisa qualquer, não tenho de ir ao fornecedor que ma vendeu para que ele e só ele ma conserte! Posso arranjá-la eu ou pedir a alguém que me faça esse serviço. Algo tipicamente open source, portanto....

Anteontem resolvi testar o produto e descobri umas coisas novas e constatei muitas outras que já vários ciclistas tem repetidamente alertado. Uma coisa nova que descobri é que a minha máquina é muito rápida, claro que o motor é do melhor que há. Benditos travões que tanto me ajudaram no trajecto desde a Damaia de Cima até ao Fonte Nova. Se for pela estrada, a condução torna-se perigosa porque temos mais dificuldade em perceber a existência de carros a circular atrás de nós, pois temos mais dificuldades em ouvi-los. Se for pelos passeios, são os peões que por eles caminham, são os carros mal estacionados, são os inúmeros obstáculos existentes. E o piso dos passeios, o tal empedrado à portuguesa, não é propriamente o mais suave que existe... Constato que realmente não existe nenhuma vontade política para construir ciclovias na Amadora, ou em quase todos os outros municípios do País. Será que não existe por aqui um político Holandês, mesmo que reformado, que queira concorrer à Câmara da Amadora? Faço já campanha à borla aqui no Tux, basta que ele prometa construir 1/10 das ciclovias existentes em Amsterdão.

Descobri o enorme prazer de passar pelos stops, sinais vermelhos, sentidos proibidos ou faixas BUS. Sabe mesmo bem! E descobri também porque é que na Volta a Portugal em Bicicleta, não existe nenhum percurso que incluia a subida de Benfica/Fonte Nova até à Damaia de Cima. Na Volta é só subidazinhas à Serra da Estrela, à Sra da Graça, mas aqui à Damaia de Cima tá quieto! Esta é que é uma subida a valer, das duras! Eu que o diga porque cheguei ao cimo, completamente de rastos. E além de cansado, fiquei também confuso. Eu que sempre ouvi dizer que andar de bicicleta é ecológico e verde, mas eu estava era todo vermelho, mais cansado que qualquer jogador da Selecção de Futebol após o jogo vergonhoso com a Sérvia. E quando digo vergonhoso, não me refiro ao Scolari, refiro-me mesmo aos jogadores!

Deixo aqui o mapa do meu primeiro percurso. Não sei quantos quilómetros são, mas as minhas pernas apontam para uns 150...


Ontem fui para dar mais uma voltinha, mas a parte do fundo da minha coluna vertebral, aquela que encaixa no selim da bicicleta, deu a entender que era capaz de não ser assim uma boa ideia. Fica pra hoje....